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DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE (18/06/2009)
CLÓVIS ROSSI
Lula culpa o espelho SÃO PAULO - Alguma surpresa com a defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do senador José Sarney? Quem pediu desculpas pelos "erros" cometidos pelo seu partido (na verdade, crimes), mas depois passou a mão na cabeça dos "errados", quem se aliou a Fernando Collor de Mello, único presidente punido por falta de decoro, não poderia deixar de solidarizar-se com Sarney. O que surpreende é a escandalosa indigência dos argumentos usados por Lula. Primeiro argumento: "Ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Que besteira é essa, Deus do céu? É a versão Lula do "sabe com quem está falando?". Com história ou sem história, todo cidadão tem de ser tratado da mesma maneira. E os que têm história devem comportar-se ainda melhor do que os que não têm. Afinal, para usar um lugar-comum tão ao gosto de Lula, "o exemplo vem de cima". Segundo argumento: um suposto interesse em "enfraquecer o Poder Legislativo". Outra bobagem sem tamanho. O que enfraquece o Poder Legislativo não são as denúncias, mas os fatos que dão origem às denúncias. Sem eles não haveria denúncias. O Poder Legislativo, como os demais, só se fortalece se corrige os desmandos e abusos denunciados. Omissão é que o enfraquece. Lula, no fundo, revisita a teoria debiloide e safada da conspiração que não houve contra ele. Houve apenas uma conspiração dos fatos. Tanto que ele foi obrigado a pedir desculpas. Tanto que o procurador-geral da República denunciou toda a cúpula do PT como "quadrilha". É, enfim, a velha tentação de toda pessoa investida de poder de culpar o espelho pela imagem que ele mostra. A favor de Lula diga-se que ele ao menos pediu desculpas, coisa que Sarney nem remotamente passou perto de fazer. crossi@uol.com.br
Escrito por LBeraldo às 23h35
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DO BLOG DO LUÍS NASSIF
17/06/2009 - 15:59 LUÍS NASSIF Confesso um profundo desânimo de escrever sobre os empregos dos familiares do presidente do Senado José Sarney. Há três anos escrevi longamente sobre a venda da Cemar - Centrais Elétricas do Maranhão - para fundos de investimentos aliados a Fernando Sarney. A empresa estava sendo recuperada, por uma intervenção da ANEEL. O GP adquiriu o fundo simplesmente conseguindo que a Eletrobras renegociasse o passivo em boas condições. Um escândalo maiúsculo, sem a menor repercussão porque não havia interesse, naquele momento, em instrumentalizar a denúncia. Meses atrás, quando estourou o caso Gautama, era evidente a ligação da empreiteira com a família Sarney. A mídia em geral atacou o governador Jackson Lago. Eu o defendi. Não saiu uma linha sobre Sarney. Depois, quando Sarney foi eleito presidente do Senado, desencavaram o tema por uma questão de conveniência política. Quando começou o processo de cassação do Lago, fiz nova defesa aqui - ao lado de outros blogs independentes. O esquema Sarney em São Luiz espalhou que estava sendo financiado pelas verbas da Secretaria de Comunicação do Jackson Lago. Quando Roseana assumiu, escancarou as verbas e um valor imenso tinha sido aplicado, mas nos grandes veículos, visando reduzir as críticas. Não houve retificação das insinuações lançadas. Tenho um largo histórico de conflitos com o esquema Sarney. Na verdade, desde o Plano Cruzado, quando o consultor geral Saulo Ramos, um grande espertalhão, editou um segundo decreto do Cruzado para permitir a sobrevida da indústria das liquidações extrajudiciais e das concordatas - das quais ele, como advogado, sempre fora grande beneficiário. Acompanhei as estripulias do Edemar Cid Ferreira, protegido de Sarney, assim como as concessões distribuídas a Mathias Machline, Abril, Objetivo. Graças a Sarney ganhei um Prêmio Esso em 1987, denunciando-o, e fui rifado pela Folha pouco tempo depois e por razões bem sólidas, que garantiram a Sarney a gratidão do jornal e espaço vitalício como seu colunista. Por tudo isso, considero Sarney o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional. Mas considero esse jogo de denúncias seletivas uma ampla manipulação. Usa-se a denúncia como ferramenta política apenas, jamais como instrumento de aprimoramento político. http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/17/as-denuncias-contra-sarney/
Escrito por LBeraldo às 20h39
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DO BLOG DO RICARDO NOBLAT
Enviado por Ricardo Noblat - 17.6.2009| 16h14m
ComentárioDe perto, Lula derrapa vez por outra em alguma sandice que diz. Imagine de longe. Em Genebra, no início da semana, ele avalizou os resultados da eleição no Irã. Seu serviço secreto de informações deve ser muito bom. Somente ele como Chefe de Estado se sentiu seguro para dizer que a eleição por lá foi limpa. E que essa história de fraude não passa de choro da oposição. Em Paris, depois de uma conversa com o presidente Sarkozy, anunciou que o governo francês indenizaria as famílias vítimas da tragédia da queda sobre o Atlântico do Airbus da Air France. Foi desmentido. Esta manhã, em Astana, no Cazaquistão, apesar de admitir que nada lera sobre o discurso feito, ontem, por José Sarney (PMDB-AP), Lula elogiou o presidente do Senado. E cometeu os disparates de sempre. Afirmou que Sarney tem "história suficiente" para não ser tratado como "uma pessoa comum". (O que isso quer dizer? Que se pode ser mais exigente com uma "pessoa comum" do que com um político no batente há mais de 50 anos, ex-presidente da República e atual senador? Mas logo com alguém que vacila, tergiversa e escamoteia na hora de enfrentar a mais série crise da história da instituição que preside pela terceira vez nos últimos 14 anos?) "Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias porque ele não tem fim e depois não acontece nada", disse Lula. (Se não tem fim e se não dá em nada, a culpa não é necessariamente de quem o inaugurou. Nada do que se publicou até agora sobre as mazelas do Senado ruiu sob o peso do primeiro desmentido. Pelo contrário. Não houve desmentidos. Timidamente começou a ser aberta a caixa preta do Senado. E o que ela escondia é de estarrecer - nepotismo, auxílio-moradia para quem tem imóvel em Brasília, pagamento indevido de horas extras, diretorias fantasmas, decretos secretos. É pouco?) “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar 'olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF, também não acredito na imprensa', o que vai surgir depois?”, perguntou Lula. (A imprensa agradece a preocupação de Lula com ela, mas rejeita a sugestão de se calar. Ou de falar menos. Ou ainda de fechar os olhos para tantas coisas. Há o que se corrigir por toda parte - e também na própria imprensa, é claro. De resto, Sarney não se gabou, ontem, de ter sido ele que mandou investigar o que existe de podre no Senado? A imprensa, pois, está a reboque de sua iniciativa. A verdade é: sempre que alguém, ou um grupo de pessoas, ou uma instituição de preferência, se vê alvo da imprensa, tenta desacreditá-la. Faz parte do jogo. Foi assim por ocasião de todos os escândalos que abalaram o atual governo e os governos passados.) “Essa história [a crise do Senado] tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta.” (Ao ser criticado durante o escândalo do mensalão, Lula tentou se esconder por trás da instituição da presidência da República e disse que ela é que estava sendo atacada. As instituições em si nada têm a ver com o procedimento dos seus eventuais responsáveis ou membros. O Senado não está sob ataque. Cobra-se os erros - graves erros - cometidos pelos atuais senadores e por aqueles que os antecederam. Nos últimos seis anos, quantas vezes Lula não bateu forte no Congresso? E a ninguém ocorreu a suspeita de que ele estivesse empenhado em atingir a instituição com seus críticas. Nem mesmo no passado remoto quando ele apontou o Congresso como um reduto de 300 picaretas. Ao sair em defesa de Sarney e, supostamente, do Senado, o que Lula faz, pelo menos a se levar em conta seus pífios argumentos , é a apologia disfarçada da impunidade.)
Escrito por LBeraldo às 18h36
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DO BLOG DO NOBLAT
RICARDO NOBLAT - 16/06/2009
José Sarney (PMDB-AP) disse há pouco que a crise do Senado não é dele, é do Senado. E que ele ocupa a presidência do Senado de fevereiro para cá. Indiretamente, jogou nas costas dos seus antecessores a culpa pela maioria dos problemas que sujam a reputação do Senado. Esqueceu que preside o Senado pela terceira vez desde 1995. Esqueceu que nomeou Agaciel Maia diretor-geral do Senado e que o ajudou a se manter no cargo durante 14 anos. A saída de Agaciel do cargo funcionou como a espoleta que detonou a crise. Esqueceu que o Senado são os senadores e os funcionários. E que se atravessa a pior crise de sua história, a responsabilidade recai sobre os senadores porque são eles que mandam. Sarney não é um senador como outro qualquer. Faz política há mais de 50 anos. Foi presidente da República. É senador há 19 anos. Nesse período, ninguém presidiu o Senado contra o voto dele. Negar a existência de cerca de mil atos secretos produzidos pela direção do Senado, preferir atribui-los a erros ou a falhas técnicas, é debochar da inteligência dos que o ouviram com atenção. Dizer que os podres do Senado só estão vindo à luz porque ele resolveu investigá-los foi uma lorota da pior qualidade. Deve-se à imprensa a revelação dos podres. Enfim, foi um discurso pífio o que Sarney fez esta tarde no Senado. Não convenceu sequer seus pares, tão responsáveis quanto ele pela crise. http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/06/16/sarney-so-fez-enrolar-mal-196120.asp SARNEY CÍNICO E CORRUPTO, ATÉ QUANDO VOCÊ E SUA FAMÍLIA VÃO ABUSAR DOS BRASILEIROS???????????????????? FORA SARNEIZADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito por LBeraldo às 20h52
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DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE (16/06/2009)
JANIO DE FREITAS
Os senadores em fuga Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo
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A CADA DIA uma revelação indignante, em nenhum dia alguma reação digna. Onde está o senador Pedro Simon, imagem da respeitabilidade parlamentar, admiração unânime do país, onde está? O que foi feito do senador Aloizio Mercadante, personagem de momentos relevantes em defesa da moralidade na política e no poder? O senador Jarbas Vasconcelos, que por muito menos sacou da sua peixeira oral e falou por mais do que Pernambuco, acha agora que uma entrevistinha é bastante? E aqueles outros, por poucos que sejam, aos quais nenhuma possível crítica interrogou sobre sua decência, nada têm a fazer agora senão curvarem-se como espectadores encabulados? É ininteligível: não há ninguém no Senado capaz da iniciativa de propor, digamos, uma corrente, uma frente de resistência à manobra, que progride depressa, que transforma todos os abusos, as improbidades, o peculato em meros deslizes administrativos? Na certeza de que, assim reduzidos e lançados sobre dois ou três funcionários, esses feitos de desmoralização do Senado terão o resultado de sempre: nada. Porque a demissão, se a tanto chegar, de quem vive em casa de milhões provenientes do Senado pode apenas impedir compras desnecessárias, com alguns novos milhões já desnecessários. Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo. Se esse tudo fosse na Câmara, seria menos chocante e mais compreensível, forçados que fomos por mensalão, severinos, castelos, à visão que pôs a Câmara no nível de Câmaras de Vereadores. Darcy Ribeiro, que chegou ao Senado com a disposição de toda uma infantaria, descobriu-se, não na Casa Alta do Congresso, mas em "um clube muito simpático". Será, talvez, o companheirismo descriterioso que detém agora os capazes do papel de guardiães do Senado. Pode ser o tédio, o desencanto, a fuga à responsabilidade e à própria personalidade, subjugadas pelo sentimento da ação inútil. Em alguns pode-se presumir o misto da ambição política e do temor de prejudicá-la com a própria honra. O que ocorre é o incompreensível, de qualquer modo. A renúncia de José Sarney à presidência do Senado já foi proposta em um artigo. Mais exposto, Sarney é o alvo mais fácil para a imprensa. Mas o afastamento de funções decisórias deveria ser de todos os que, no período sob questionamentos, ocuparam cargos na Mesa Diretora do Senado. Entre eles, e não muito remotos, há responsáveis por numerosos dos desmandos que se revelam. O afastamento amplo, como é próprio das investigações semelhantes, é o fator inicial do esforço de lisura. Sobretudo se a investigação é aberta ao acompanhamento da Procuradoria Geral da República. E República, no caso, teria sentido realçado. Sentido que torna inferior a finalidade de represália judicial a senadores comprometidos com as impropriedades, hipótese de resultado que parece assombrar os 81 componentes da Casa. Mais importante é o conhecimento público dos fatos e das suas respectivas e verdadeiras responsabilidades. É um direito fundamental do cidadão-eleitor e um dever essencial da República tão citada nos últimos tempos. Direito e dever que estão ludibriados. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1606200907.htm
Escrito por LBeraldo às 11h38
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DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE (14/06/2009)
GILBERTO DIMENSTEIN
O dinheiro de Caetano Veloso Se Caetano quiser ter apoio da Lei Rouanet, que apresente um plano de shows públicos ou de aulas a estudantes de música
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PARA ASSISTIR NESTE final de semana ao show "Zii e Zie", de Caetano Veloso, paguei R$ 290 por dois ingressos -as duas horas de espetáculo terão custado mais da metade um salário mínimo ganho por muitos trabalhadores depois de um mês de trabalho. Apesar de as cadeiras, espremidas em torno de uma mesa, ficarem longe do palco e não apreciar gente bebendo ou comendo enquanto ouço música, não reclamo: o show vale o preço. Até me dispus a pagar um pouco mais se encontrasse um lugar melhor. Não tinha. O que me incomodou foi saber que Caetano Veloso tem a chance de receber dinheiro da Lei Rouanet (R$ 2 milhões) para a turnê nacional desse espetáculo, com a interferência direta do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Aparentemente, não há nenhuma ilegalidade no patrocínio -aliás, concedido, mais uma vez com a intervenção do ministro, a Maria Bethânia. Nem Caetano nem Maria Bethânia estão fazendo nada de errado; estão seguindo o que a lei permite. Mas esse tipo de fato acaba estimulando o debate, cada vez mais efervescente, sobre a lei de incentivos fiscais para a cultura.
 É óbvio que Caetano e Maria Bethânia não precisam de dinheiro público para fazer seus shows -assim como também não fez sentido, por exemplo, a verba incentivada para o Cirque de Soleil, cujo ingresso pode chegar até a R$ 490 e a pipoca (e aqui não vai nenhum exagero) custa mais do que o "PF" de um operário. Supostamente, a reforma da lei de incentivo à cultura veio para corrigir essas e outras distorções e desperdícios. Isso não significa que se deva confiar na capacidade gerencial das burocracias públicas. Se todo o dinheiro arrecadado até agora com o incentivo fiscal se transformasse em imposto e ficasse nas mãos só do governo, acabaria, em boa parte, sustentando salários de funcionários -isso se não ficasse preso por alguma restrição orçamentária ou fosse desviado para protegidos políticos. Desapareceram os bilhões de um fundo (Fust) para informatizar as escolas. Se, na cidade de São Paulo, ir a museus virou programa de pobre, como mostra pesquisa do Datafolha, é por causa da lei de incentivos fiscais. Não haveria, por exemplo, um Museu da Língua Portuguesa -nem concertos de música erudita a preço popular.
 A melhor contrapartida a esse do benefício fiscal é quando ele se converte em educação pública. É sabido que estímulos culturais como a dança, a música, o teatro, as artes plásticas e o cinema são uma extraordinária isca para o aprendizado -e uma alavanca para desenvolver na criança e no jovem a capacidade de interpretar a realidade. Não deveria, aliás, existir nenhuma separação entre educação e cultura. Não existe pessoa educada sem repertório cultural -e não existe repertório cultural sem educação. Por isso, foi um avanço o acerto entre o governo federal e representantes de empresários para maior aproximação entre as escolas públicas e o chamado "Sistema S", como Sesi ou Sesc. Se está sendo implementado, é algo a ser observado -a minha impressão é de que, por enquanto, a ideia está mais no papel.
 Na semana passada, relatório do Unicef mostrou, mais uma vez, a debandada de jovens do ensino médio. Se as escolas tivessem mais conexões culturais, seria menos difícil conter essa evasão. Os incentivos seriam muito bem usados se a contrapartida se traduzisse não apenas em ingressos gratuitos mas também em programas para o envolvimento das escolas, com direito à formação de professor. Se o Caetano Veloso e todas as celebridades artísticas quiserem cobrar até R$ 500 por uma cadeira num de seus shows, sem problema. Mas se quiser ter apoio da Lei Rouanet, ele que apresente um plano de shows públicos ou aulas-espetáculo para estudantes de música. As escolas poderiam transformar esses espetáculos em momentos inesquecíveis na vida dos jovens -e fontes de aprendizado.
 Um pouco desse espírito transgressor aprendi a apreciar ouvindo Caetano Veloso. Pelo menos quando ele e tantos baianos se mostravam novos e caminhavam contra o vento sem lenço e sem documento.
Escrito por LBeraldo às 18h20
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