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RECORTADO DO BLOG DO NOBLAT (09/07/2009)
Deu na Folha de S. PauloA informação de Ronaldo traz colaboração importante, se não para inquérito, por certo para uma biografia de Lula De Janio de Freitas: Conhecidas outras relações suspeitas ou comprometedoras entre Lula e ao menos uma empreiteira, nem a alienação dos grã-finos da oposição, nem artimanhas ou equívocos de transcrição podem obscurecer a gravidade da informação dada pelo jogador Ronaldo sobre outro comprometimento do próprio presidente da República com empreiteiras. Em contraste com as versões publicadas no noticiário como se literais, mas todas abrandando a frase objetiva e clara de Ronaldo, Tostão, o cronista craque, fechou sua coluna de ontem com uma nota, "Absurdo", que repõe sentido e tempos verbais adequados ao original: "Ronaldo disse no programa "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula tem ajudado bastante o Corinthians por meio de contatos com empreiteiros para a construção do centro de treinamento do clube! Absurdo um presidente fazer isso! Parei!". Ronaldo segundo o noticiário da Folha: "Ele [Lula] é a principal pessoa que tem ajudado o Corinthians nesta nova fase. Mas não é ajuda financeira. O que ele tem feito é passar contatos de empreiteiras e indicar empresas que podem ajudar". Ronaldo segundo "O Globo", na primeira página, lá sem aspas de palavras de transcrição: "Ronaldo surpreendeu ao afirmar, no "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula vai indicar as empreiteiras que construirão o centro de treinos do Corinthians". Ronaldo na página principal de esportes, com sinal de transcrição literal: "O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar, mas não é financeiramente. Ele é fanático, um corintiano roxo. O presidente está sabendo de tudo e indica as empresas que podem ajudar". Registro meu, no trecho que aqui interessa, quando referido o encontro do jogador com Lula: ..."é uma das pessoas que mais ajudam o Corinthians. É o que ajuda mais. Ele pede a empreiteiras para nos ajudar". Notícia anterior ao Lula presidente deu conta de que sua filha morava em Paris custeada por uma empresa, citada mais tarde como uma empreiteira. Já em pleno mandato, a gigantesca empreiteira Andrade Gutierrez associa-se, e infla de capital, a pequena ou micro empresa de que um filho de Lula é sócio. E há meio ano está aí, consumada, uma das maiores aberrações já havidas no Brasil em negócios privados com a mão e o dinheiro providenciados pelo governo: a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar (Grupo Andrade Gutierrez) antes mesmo que Lula alterasse a lei para torná-la possível. Um dos três inquéritos pedidos, agora, pelo procurador federal Rodrigo de Grandis no caso Satiagraha, refere-se ao negócio BrT-Oi/Telemar, porque financiado por dois bancos estatais, o BNDES e o do Brasil, e participação de Daniel Dantas, com suspeita de crime financeiro ou lavagem de dinheiro em torno de sua parte. Esse é um inquérito que, se levado adiante pelo Judiciário, pode chegar ao que uma CPI, caso os partidos oposicionistas fizessem oposição com honestidade e civismo, já poderia ter chegado. Tal como dada mesmo, a informação de Ronaldo traz uma colaboração importante. Se não para o inquérito, cujo pedido o Judiciário talvez prefira em um arquivo, por certo para uma biografia de Lula mais verdadeira do que a fabricada pela Unesco para um prêmio sem candidatos. http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/09/o-gol-de-ronaldo-203522.asp
Escrito por LBeraldo às 19h04
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RECORTADO DO BLOG DO NOBLAT (09/07/2009)
verba da PetrobrásFundação de Sarney dá verba da Petrobrás a empresas fantasmas Prestadoras de serviço com endereço fictício ficaram com R$ 500 mil de R$ 1,3 milhão destinado a projeto
De Rodrigo Rangel e Leandro Colon, em O Estado de S.Paulo: A Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício. A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos. O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação. Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobrás anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como "convidada" e por isso não teve de passar pelo processo de seleção. O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. "Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico", como diz um relatório de contas. Pela proposta original, que previa o cumprimento das metas até abril de 2007, computadores seriam instalados nos corredores do museu, sediado num convento centenário no centro histórico de São Luís, para que os visitantes pudessem consultar online documentos como despachos assinados por Sarney na época em que ocupava o Palácio do Planalto. Até ontem, não havia um único computador à disposição dos visitantes. Nos últimos dias, o Estado analisou notas fiscais e percorreu os endereços das empresas que a fundação afirma ter contratado para prestar serviços ao projeto. Na relação de despesas, foram anexados até recibos da própria entidade para justificar o saque de R$ 145 mil da conta aberta para movimentar o dinheiro do patrocínio. Em recibo de 23 de março de 2006, em papel timbrado da fundação, Raimunda Santos Oliveira declara ter recebido R$ 35 mil por "serviços prestados de elaboração do projeto de preservação e recuperação do acervo" do museu. Procurada ontem pelo Estado, ela disse que já trabalhou na fundação, mas nos anos 90. "Eu trabalhei lá de 1990 a 1995", disse. Sobre o recibo, não quis comentar: "Não sei do que você está falando." A lista de empresas que emitiram as notas revela atuação entre amigos no esforço para justificar o uso do dinheiro. Uma delas, a Ação Livros e Eventos, tinha como sócia até pouco tempo atrás a mulher de Antônio Carlos Lima, o "Pipoca", ex-secretário de Comunicação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e atual assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado da família. Das 34 notas fiscais emitidas pela Ação, que somam R$ 70 mil, 30 são sequenciais - é como se a firma tivesse apenas a Fundação José Sarney como cliente. Mais: uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. "Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não." "Pipoca" é irmão de Félix Alberto Lima, dono de outra empresa, a Clara Comunicação, que teria prestado serviços ao projeto da fundação. As notas da Clara totalizam R$ 103 mil. Ao Estado, Félix Lima disse num primeiro momento que prestou serviços de divulgação das atividades da fundação. Ele não soube explicar a relação disso com o projeto patrocinado pela Petrobrás. "Não sei de projeto, me chamaram para fazer esse trabalho e cumpri isso profissionalmente", disse. Mais tarde, em outro telefonema, tentou retificar o que dissera: afirmou que a Clara foi contratada para divulgar o projeto. Outra empresa cujas notas foram anexadas na prestação de contas, o Centro de Excelência Humana Shalom, não existe nos endereços declarados à Receita Federal. Por "serviços de consultoria", teria recebido R$ 72 mil da Fundação José Sarney. À época, a Shalom tinha como "sede" a casa da professora Joila Moraes, em bairro de classe média de São Luís. "A empresa é de um amigo meu, mas nunca funcionou aqui. Eu só emprestei o endereço", disse Joila. Ela é irmã de Jomar Moraes, integrante do Conselho Curador da Fundação José Sarney e amigo do senador. Uma terceira empresa, a MC Consultoria, destinatária de R$ 40 mil, nunca existiu no endereço no qual foi registrada na Receita. Funcionários do prédio jamais ouviram falar dela. Na prestação de contas, há até notas referentes à compra de quentinhas num restaurante na rua do museu. A fundação pagou R$ 15 mil pelas marmitas. Pelo valor unitário, R$ 4,50, o restaurante teria fornecido mais de 3 mil quentinhas. http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/09/fundacao-de-sarney-da-verba-empresas-fantasmas-203404.asp
Escrito por LBeraldo às 14h12
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DO BLOG DO RICARDO KOTSCHO (07/07/2009)
MAURA MARQUES: A MULHER QUE MORREU DUAS VEZES FÁTIMA SOUZA Irreverente, alegre, divertida, louca pela vida, Maura Marques sentiu uma dor de cabeça muito forte, a ponte de virar o estômago. O dia era primeiro de julho de 2009. Ela deitou um pouco e, como a dor não passava, o marido, Rui, decidiu levá-la ao pronto socorro mais próximo. Apesar da dor intensa, Maura foi conversando e brincando durante o trajeto. No tal do “PS”, uma destas coisas públicas, confessaram os médicos que não tinham como dar o tratamento adequado porque o caso era de aneurisma cerebral. Foi então a Maura transferida para o Hospital do Mandaqui, na Zona Oeste de São Paulo, outra destas coisas públicas. Levada para a emergência do Pronto Socorro do Hospital, logo ao dar entrada, Maura desfaleceu e foi entubada. Era grave o seu caso e os filhos e as filhas e o querido marido de tantos anos começaram a ligar para os amigos. Já era madrugada quando eles foram descansar um pouco, voltando ao Mandaqui (não deixaram ninguém da família ficar ao lado dela) para a visita, as 11 e meia da manhã. A amiga Sonia, também advogada e “unha e carne” de Maura Marques foi junto com Rui para vê-la. Embora a sua grande amiga estivesse sedada e entubada, Sonia conversou com ela, lembrou-a que era ela uma guerreira e pediu que – como fez a vida inteira – continuasse a lutar. Dos olhos de Maura brotaram lágrimas e Sonia apertou-lhe a mão, sabendo que ela não podia falar, mas ouvia. Quase uma da tarde, fim de visita. De jaleco branco o médico de plantão, que se identifica apenas como Valter (será que nenhum médico de hospitais públicos tem sobrenome???), não faz cerimônia e nem tem gentileza para dizer à melhor amiga de Maura e ao seu marido de 30 anos de vida em comum que ela teve “morte cerebral”. Rui, que tem problemas cardíacos e safena no coração, fica tonto e, incrédulo, pergunta: “ O senhor, doutor, está me dizendo que minha mulher está morta?!” - Sim, está morta. Não há retorno. Daqui a pouco uma equipe de captação de órgãos vai procurá-los para que vocês doem os órgãos dela… Sonia dá um “toque” para que o doutor se toque e respeite a dor de Rui e espere um pouco para pedir os órgãos de Maura. Sim, não devemos ser egoístas, devemos deixar que outras pessoas vivam com o que não vamos mais precisar, mas… será que o doutor poderia esperar um pouco e ter um bocadinho de sensibilidade em tal momento? Aos prantos, o marido Rui sente o chão ceder aos seus pés. O coração cansado e triste fraqueja ainda mais e ele precisa de atendimento médico. Depois, desolado, vai para casa e de novo liga para amigos e parentes, desta vez para dar a notícia pior: Maura Marques, a mãe, esposa, advogada profissional, mulher de fibra, alegre e irreverente está com morte cerebral e não tem volta. Os preparativos para o velório e a cremação na Vila Alpina (desejo de Maura) começam a ser providenciados. Em conversa franca e solidária, a família decide doar os órgãos, conforme pediu o doutor. Já são mais de dez da noite e eles voltam ao coisa pública do Mandaqui levando roupas para trocar a Maura e informar que a família decidiu doar o que dela pode ajudar outras pessoas. O doutor Valter não está mais lá, agora é o doutor João o responsável pelo plantão noturno. Ao conversar com a família, ele se espanta e diz: - Acabei de fazer um teste e a Maura respondeu aos estímulos, prova de que não está em morte cerebral. O doutor Valter se enganou porque ela estava sedada quando ele deu o diagnóstico. O caso dela é grave mas morte cerebral não há. Rui, Ruizinho (o filho mais novo do casal) e a filha “Li” se abraçam e riem emocionados. Maura não está morta! Não teve morte cerebral! O doutor Valter, segundo o doutor João, se enganou! Como Maura continua na emergência do PS (embora, pela gravidade do caso, a família tinha pedido e insistido para que ela fosse removida para a UTI) não permitem que alguém fique com ela, ao lado dela, durante o resto da noite. Na emergência deste PS, não pode ficar ninguém com o paciente. Todos se irritam, mas… como ficar zangado com a maravilhosa notícia de que Maura Marques não está com morte cerebral, que foi engano do tal médico Valter da tal coisa pública? Vai embora então a família esperançosa, usando todos os telefones celulares no caminho para avisar amigos e parentes de que Maura está viva e que não haverá mais velório e nem crematório. Exaustos, todos dormem, felizes e cheios de esperança. Quando amanhece de novo já é sexta feira, dia 3 de julho. Rui o marido, Sonia, a grande amiga, as filhas, os filhos, outros parentes, amigos e amigas, estão na porta do Mandaqui para visitar a querida Maura Marques. É só das 11 meia ao meio dia e meia… Uma horinha que será curta, com certeza, porque tem gente demais e só pode entrar uma pessoa por vez. Vem, no entanto, a notícia que ninguém queria ouvir: Maura Marques está morta outra vez! Aconteceu às 08.55 da fria sexta feira cheia de ventania. Maura está morta há cerca de duas horas ou mais. Agora, de verdade, cerebral e fisicamente. É uma enfermeira quem dá a notícia ao marido Rui, que, pela segunda vez, é avisado que a esposa está morta. De novo ele rodopia, titumbeia, passa mal e precisa ser medicado. A firme e eterna amiga Sonia ampara Rui e chora com ele. Quando os celulares começam a tocar, para saber como Maura está, a resposta é a mesma para todos: “Agora Maura morreu mesmo!” Pela segunda vez. Velório e crematório agora irão acontecer de verdade. A família e os amigos, sem acreditar, pedem para falar com o médico de plantão para ter melhores explicações. São informados de que agora são duas médicas, duas doutoras e que elas vão atendê-los brevemente. Mas o tempo passa, a família cobra e a nova informação é a de que as doutoras foram almoçar. Passa das duas e meia da tarde quando a filha Li, cansada de esperar pelo fim do interminável almoço e da falta de informação, decide entrar no hospital (até então todos esperavam do lado de fora) e procurar as doutoras. Depois de mais muita espera as duas moças, médicas, de avental branco, contam que o caso era grave, que o fato de não terem levado a Maura para a UTI não foi só porque não tinha vaga, mas que não era necessário devido à gravidade e quase irreversibilidade do caso. E quanto ao diagnóstico “precoce” e precário do tal doutor Valter, que assegurou ao meio dia do dia 2, que ela estava com morte cerebral, informação negada, dez horas depois pelo doutor João? - Ele errou e, se eu puder pedir desculpas por ele…, diz uma das doutoras. - E quanto à doação de órgãos que ele foi logo pedindo? - Errou de novo, diz a doutora, que ainda promete conversar com o tal doutor, dizendo que ele não pode e nem tem autorização para pedir doação de órgãos à família porque só ela pode fazer isso, por ser a responsável pelas equipes de captação de órgãos. Portanto, só ela seria autorizada a pedir os órgãos aos familiares de quem está em morte cerebral, se é que o paciente está mesmo neste estágio. A família da batalhadora Maura Marques questiona: ao meio dia da quinta feira, quando o doutor Valter achou que ela estava com morte cerebral, certamente ele passou esta informação aos enfermeiros de plantão…. “achando” que Maura estava “praticamente” morta, alguém continuou cuidando dela? A “desentubaram” ou ela continuou com os aparelhos? Foram ministrados medicamentos durante este período ou “achando” que ela estava semi-morta ninguém mais se importou com ela? Desencanaram de levá-la à UTI já que ela estava quase-morta? Era necessário levá-la para a UTI? Ajudaria? Conta o filho Ruizinho que quando esteve lá à noite (na quinta, 10 horas depois do doutor Valter informar que ele estava com morte cerebral e minutos após saber pelo doutor João que ela não estava porque tinha respondido a estímulos), a mãe estava com os cabelos cheio de sangue. O travesseiro em que ela repousava também estava todo ensangüentado e ninguém o trocou. Também havia urina na cama, mas o lençol não foi trocado. Afinal, todos pensavam – com a anuência do doutor Valter – que ela estava quase morta, praticamente morta. O doutor João disse que não, então trocaram-se lençóis e fronha. Na madrugada, já de sexta, dia fatal, Maura Marques realmente entrou em morte cerebral e quase batendo as nove da manhã nos ponteiros do relógio, Maurinha morreu de verdade, pela segunda e última vez, deixando saudades e dúvidas. Conta, entre lágrimas, a grande amiga Sonia, que Maura, em uma audiência, depois de ouvir das testemunhas de acusação o que ela considerou “mentiras deslavadas”, olhou para a juíza e disse: - Porra, excelência!… tá na cara que eles estão mentindo! Era assim a Maura Marques, advogada, mãe, esposa, amiga, gente, pessoa da melhor qualidade: irreverente, competente, alegre, feliz, de bem com a vida, autêntica e como ela mesma dizia: “uma mulher do caralho!” - Porra doutor!… tá na cara que o senhor se enganou, diria ela, se pudesse, ao tal médico Valter do Hospital do Mandaqui, a tal coisa pública. http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/07/07/fatima-souza-as-duas-mortes-de-maura-marques/
Escrito por LBeraldo às 13h43
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FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE 05/07/2009
A PRETEXTO DO SENADO Janio de Freitas Feitas, mas não esgotadas, denúncias para todos os gostos fora do Senado e interesses dentro dele, Lula resolveu ampliar a dimensão do jogo. Ao acordar na marra o punhado de senadores petistas que sonharam estar ainda no velho PT, e se posicionaram contra o peemedebista José Sarney, Lula falseia o seu motivo: "é preciso manter a governabilidade", ou o PMDB na aliança governista. Mas o verdadeiro nome da alegada governabilidade fica melhor em algarismos, quatro apenas: 2010. A atitude de Lula tem as mesmas razões de outros casos simultâneos. Um deles, a irritação, e o consequente "passe bem" que dirigiu a Mangabeira Unger, ao ser informado de que o seu (então) ministro, nomeado de favor ao vice José Alencar e ao senador Marcelo Crivella, buscava articulações no PMDB e em outros partidos contra a candidatura de Dilma Rousseff. O outro caso é o de Nelson Jobim. Durante as articulações para a eleição de 2006, Jobim antecipou sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal com a expectativa de sair candidato a vice de Lula e pelo PMDB. Por esse motivo, embora também por outros, Lula retardou até onde pôde a confirmação de José Alencar na chapa. Já que, tal como Mangabeira, Jobim considera-se ungido para as alturas presidenciais, sua saída do Ministério da Defesa está em preparativos do governo e do próprio. Da parte de Jobim, com a expectativa de uma candidatura do PMDB, como defende um segmento do partido, ou a vice. De José Serra, inclusive. Mangabeira e Jobim não têm importância política, e de eleitoral nem se fale, para justificar, por si, preocupação e atos de Lula. Mas nisso mesmo comprovam que Lula olha hoje para o PMDB com a vista posta na disputa sucessória. Governabilidade? A parcela do PMDB que pulasse do governismo explícito para o alto do muro, em resposta à ação decisiva do PT contra a presidência de Sarney, seria por certo inexpressiva em tamanho e influência. O PMDB está infiltrado do topo até as últimas raízes do governo, e sua finalidade principal é essa mesma. Se um Edson Lobão talvez saísse do ministério por interesses maranhenses, os outros peemedebistas do governo se engalfinhariam pela indicação do substituto também peemedebista. E tudo seguiria igual por bom tempo. Ou até as negociações finais para as candidaturas, quando as alianças para alguns governos estaduais serão mais influentes, na formação das alianças federais, do que em todas as outras eleições do pós-ditadura.
Escrito por LBeraldo às 15h18
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DO BLOG DO REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 19:09 O PT agora passou a defender a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado e fala, na verdade, em projetos de mais longo prazo. Data vênia, boa parte dos coleguinhas come gato por lembre quando afirma que o recuo se deveu apenas à ameaça de renúncia de Sarney, o que poderia jogar a Presidência das mãos de Marconi Perillo (PSDB-GO). Isso sempre esteve no horizonte. É a regra, não? Todos sabiam que o eventual “afastamento temporário” queria dizer “afastamento definitivo”. A ameaça de Sarney, em conversa com Dilma Rousseff, não foi essa. Sarney apresentou à ministra-candidata o pacote completo de sua “renúncia”. E o primeiro item foi a possibilidade de uma boa parcela do PMDB desembarcar do… “Projeto Dilma”. Ela ouviu atentamente e entendeu o recado. O segundo item foi a CPI da Petrobras. Da instalação aos rumos da comissão, tudo depende do comportamento do PMDB. Não que Sarney, experiente que é, não pudesse fazer tudo isso sozinho. Poderia. Mas, nesse caso, contou com a ajuda de um discípulo que pode ser um verdadeiro professor do mestre em matéria de jogo bruto: Renan Calheiros (PMDB-AL). Dilma, como disse, entendeu diretinho os riscos e acionou o chefe, que estava lá metido naquele circo de horrores de ditadores africanos, a defender o direito que os facínoras têm de matar o seu próprio povo desde que sejam facínoras aliados. Lula, então, acionou o comando do PT, deixou claro quem manda e ordenou a Mercadante (PT-SP) que inventasse um outro discurso. E Mercadante fez o que o chefe mandou. Ontem aliado do DEM no pedido de afastamento de Sarney, o senador passou hoje a criticar o partido pelo mesmíssimo motivo. Eis o PT. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sarney-deu-um-susto-em-dilma-que-assustou-lula-que-deu-um-chega-pra-la-em-mercadante/
Escrito por LBeraldo às 20h13
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DO BLOG DO MAIEROVITCH
1 de julho de 2009 Mendes e o grampo sem prova da existência Enquanto o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agitava-se em busca de informações sobre a prisão temporária do banqueiro e paciente Daniel Dantas — a fim de apreciar pedido liminar em habeas corpus liberatório —, recebeu um aviso da desembargadora federal Suzana Camargo. A desembargadora, por solicitação do presidente do Pretório Excelso, ajudava na localização do juiz Fausto De Sanctis. Este, em sede de habeas corpus, precisava informar o ministro Mendes sobre os motivos da imposição de prisão a Daniel Dantas. Durante a conversa telefônica com Mendes, a desembargadora Suzana Camargo resolveu confidenciar que o gabinete da presidência do STF havia sido grampeado. Isto pelos responsáveis pela operação Satiagraha. Afirmou a desembargadora ter sido informada do grampo em conversa reservada com o juiz De Sanctis. O juiz De Sanctis, posteriormente, desmentiu a desembargadora. E avisou que jamais admitiria tamanha arbitrariedade. Em outras palavras, chamou a desembargadora Suzana Camargo de mentirosa. Como tem fama de carreirista e de bajuladora de Mendes, a desembargadora Suzana Camargo, nos corredores dos fóruns e tribunais, foi rotulada de fofoqueira e oportunista. Talvez este episódio sirva para explicar a derrota da desembargadora Suzana Camargo à presidência do Tribunal Regional. Atenção: a derrota não é definitiva, pois a desembargadora tenta ganhar no “tapetão”, ou melhor, por meio de recurso interposto no Supremo Tribunal Federal, onde não obteve a liminar desejada. Pouco tempo depois, com Daniel Dantas já solto por uma segunda liminar a derrubar o decreto de prisão preventiva (o juiz decretou prisões temporária e preventiva, que são coisas diversas, embora tenham igual gênero de prisão cautelar), Mendes denunciou um grampo no seu gabinete. E a revista Veja apresentou o teor do diálogo dado como interceptado ilegalmente: conversa telefônica entre o presidente Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A reação de Mendes foi desproporcional e arbitrária. Além de chamar o presidente Lula às falas, exigiu o imediato afastamento do delegado Paulo Lacerda, então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Esqueceu-se de que os poderes são independentes e harmônicos. Pelo jeito, Mendes continua a esquecer, pois tinha candidato — que é professor do seu Instituto de Ensino — para o cargo de procurador-geral da República (chefe do Ministério Público Federal). Aliás, emplacou o candidato, com a aprovação de Lula, e o seu afilhado, depois de sabatinado e aprovado, será o novo procurador, junto ao STF. Na verdade e referentemente ao caso do “grampo sem áudio”, uma intromissão de Mendes em outro poder (Executivo), como sucedeu, há pouco, em Honduras e que culminou com o golpe que derrubou o presidente José Manuel Zelaya, do partido de centro-direita (PLH), no cargo desde 28 de janeiro de 2006. Parêntesis. No caso de Honduras, o presidente Zelaya não cumpriu uma decisão da Suprema Corte. Em vez de se usar o democrático sistema de freios e contrapesos consagrado por Montesquieu, a Suprema Cortede de Honduras decretou a prisão de Zelaya por desobediência à decisão, a proibir pesquisa preparatória a referendo sobre mudança constitucional. Em resumo, sem impeachment (o sistema de Honduras é influenciado pela Common Law), ou melhor, sem o devido processo legal, tirou-se, por golpe, Zelaya da Presidência de Honduras. Até 1982, quando eleito presidente Suazo Córdova, do partido Liberal, e aprovada uma constituição para Honduras, o país tinha sua história política marcada por uma infinidade de golpes militares Fechado o parêntesis. Como Lula obedeceu a Mendes, o delegado Paulo Lacerda e o seu vice de Abin, José Milton Campana, foram afastados. Lacerda, que se cansou de esperar a exibição do áudio do suposto “grampo”, exonerou-se da Abin e partiu para Portugal, onde trabalha como adido policial na embaixada. O áudio, isto é, a prova do corpo de delito e caracterizadora da existência de crime, nunca apareceu. Como noticia o jornal Folha de S.Paulo de hoje, o inquérito policial apuratório já foi concluído “sem achar grampo no STF”. PANO RÁPIDO. A revista Veja informou aos seus leitores que havia recebido o áudio de um agente da Abin e, evidentemente, não tinha a obrigação de identificá-lo. Mendes, depois da reação imprópria, chegou a admitir — em tradicional sabatina promovida pela Folha de S.Paulo — a possibilidade de o grampo não ter existido: - “Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil”, disse Mendes. Como se percebe, por verossimilhança, Mendes pediu a cabeça de Lacerda e intrometeu-se no Executivo, a dar ordens a Lula. Certamente, não condenaria, em julgamento no STF, ninguém com base em verossimilhança e sem prova da materialidade (áudio que jamais apareceu). O brilhante jornalista Luis Nassif, no seu concorrido blog e a respeito do episódio, fez uma observação perfeita e preocupante. Ou seja, não se pode dizer que não tenha havido grampo, como não se pode afastar a suspeita de o próprio ministro Mendes ter montado uma farsa. Nesse episódio, o Brasil, pelo chefe do Poder Judiciário, teve o seu dia de Honduras, ou seja, de república bananeira. –Wálter Fanganiello Maierovitch– http://maierovitch.blog.terra.com.br/
Escrito por LBeraldo às 16h12
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Da Folha de São Paulo de Hoje (28/06/2009)
ELIO GASPARI
O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda SE ALGUÉM QUISESSE produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura. Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo. O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 "pessoas comuns" que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha. O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários. É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século. Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais. No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes. Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é "uma pessoa comum", ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.) O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930. Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: "Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?" http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2806200907.htm
Escrito por LBeraldo às 12h52
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O empresário Gilmar prospera 19/06/2009 13:54:36 Redação CartaCapital  Assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) fez bem aos negócios de Gilmar Mendes. Desde que passou a ocupar o posto, sua escola, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) expandiu o número de contratos com órgãos públicos. Todos sem licitação. Em 2007, quando Mendes ainda era só ministro do STF, o IDP faturou 216,3 mil reais com esses convênios. No ano passado, a quantia subiu para 577,8 mil. E no primeiro semestre de 2009, o Tesouro já empenhou 597,8 mil para pagar os cursos oferecidos pelo instituto.
Até a Polícia Federal, que, segundo o ministro, abriga “gângsteres”, virou cliente. Foram 17,4 mil reais para pagar cursos a dois delegados. O estranho é que o contrato, também sem licitação, não tem uma identificação clara no Siafi, o sistema eletrônico que lista as ordens de despesa do governo.
No corpo docente do IDP, como se sabe, figuram, entre outros, procuradores da República, auditores fiscais e ministros dos tribunais superiores, inclusive do STF, como Eros Grau e Carlos Ayres Britto, Nelson Jobim (Defesa), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Mangabeira Unger (Planejamento Estratégico) e José Antonio Toffoli (Advocacia-Geral da União) são alguns dos representantes do Executivo nos quadros do instituto. Sem ligar para o conflito, o IDP costuma ministrar cursos nestes tribunais e repartições.
Escrito por LBeraldo às 00h02
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DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE (25/06/2009)
CLÓVIS ROSSI
Fora Sarney é pouco FRANKFURT - Atos secretos, funcionários secretos, secretamente contratados e demitidos e, agora, uma conta secreta, como se houvesse um Senado do "b" funcionando ali no Planalto Central. Anteontem, enquanto escrevia um texto sobre os escândalos envolvendo o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, trombei com um comentário de Edmondo Berselli, do jornal "La Repubblica", que falava em "prostituição do regime".
Pensei: bom, no Brasil ainda não chegamos a tanto. Mas, no caso do Senado, talvez já seja a hora de repensar. O descontrole foi longe demais. Ou melhor, o que já se sabe sobre a Casa foi longe demais, mas, pelo andar da carruagem, ainda pode-se chegar bem mais longe.
E, convenhamos, o movimento "fora Sarney", que se esboça no próprio Senado e, com muito mais força, em setores da opinião pública, não é a solução. A rigor, se Sarney deixar a presidência, pode até saciar a sede de sangue de parte do público, mas acabará sendo apenas o bode que se tira da sala.
O problema do Senado vai muito, muito, muito além de Sarney. Envolve todas as Mesas Diretoras dos últimos muitos anos e, ao menos indiretamente, envolve todos os senadores que as elegeram -o que significa que devem sobrar dois ou três, se tanto, não maculados, seja por ação, seja por omissão.
A única maneira de enfrentar o escândalo é chamar a Polícia Federal e o Ministério Público para fazer uma varredura completa nesse aparelho clandestino que apenas por inércia chamamos de Senado. Ah, é bom lembrar, como fez ontem Fernando Rodrigues, que a Câmara não é muito melhor, não.
Não me venham, por favor, com violação da Constituição, respeito a um outro poder etc. O Senado caiu na clandestinidade. Clandestinos, ainda mais quando fazem trambiques com dinheiro público, são alvo da polícia necessariamente. crossi@uol.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2506200903.htm
Escrito por LBeraldo às 17h58
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DO BLOG DO NOBLAT
Enviado por Ricardo Noblat 25.6.2009 | 8h03m O que dirá o senador José Sarney (PMDB-AP) quando lhe perguntarem a respeito do neto que há dois anos negocia dentro do Senado empréstimos consignados para servidores, segundo reportagem publicada, hoje, pelo jornal O Estado de S. Paulo? Dirá que desconhecia o fato? O neto é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Presidente do Senado pela terceira vez, senador há 19 anos, seguramente o mais prestigiado dos 81 senadores, responsável pela nomeação de um diretor-geral que permaneceu no cargo durante 14 anos, acolitado por mais de 100 auxiliares, é razoável imaginar que Sarney nunca ouviu falar das ações do neto banqueiro? Quem acredita? Seria a mentira do ano. Se ouviu e as considerou legítimas é porque perdeu o juízo por completo. Há um claro conflito de interesses entre um senador no exercício de suas funções e um neto a realizar transações financeiras em um espaço sujeito à forte influência do avô. A mais rala noção de ética impediria que uma situação desse tipo tivesse se estabelecido. Sarney valeu-se do "eu não sabia" para contornar a descoberta de que recebia há mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais, embora tenha casa própria em Brasília, além da residência oficial de presidente do Senado. Novamente apelou para a mesma desculpa ao ser confrontado com a informação de que outro neto dele, filho do seu filho mais velho Fernando, havia sido funcionário do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). "Eu não pedi e não sabia", jurou Sarney. Disse ainda que nada pedira e que nada sabia a respeito das nomeações de uma prima e de uma sobrinha de Jorge Murad, seu genro. Uma delas morava em Barcelona e era lotada no gabinete do líder do PTB no Senado. Preferiu nada comentar sobre a nomeação em 2005 de seu irmão Ivan para a 2ª Secretaria do Senado. Dali, mais tarde, Ivan foi exonerado mediante ato secreto. Admitiu ter pedido ao colega Delcídio Amaral (PT-MS) que empregasse uma sobrinha que se mudara para Campo Grande. Uma vez que o nome da sobrinha foi citado pela imprensa, pediu a Delcídío que a devolvesse. Sarney saiu em defesa da filha Roseana quando este blog publicou em primeira mão que Amauri Machado, conhecido como "Secreta", ganhava salário de motorista do Senado para trabalhar como serviçal na casa da atual governadora do Maranhão. "Ele é chofer do Senado há 25 anos", contou. "E Roseana nem mora mais em Brasília". "Secreta" foi um chofer pago pelo Senado para trabalhar, primeiro, na casa de Sarney, e, depois, na casa de Roseana. Até há pouco, Roseana morava em Brasília. Por último, Sarney negou a existência de atos secretos produzidos pela direção do Senado. Ao saber que eles existiam, sim, apressou-se em garantir: - Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos. Restou provado que algumas dezenas de atos secretos foram assinado por Sarney quando assumiu pela segunda vez a presidência do Senado. Portanto, aqui, há como se afirmar que ele mentiu para seus pares e para o distinto público. Numa linguagem tortuosa, que não faz jus a um escritor de tantos livros e membro da Academia Brasileira de Letras, Sarney observou outro dia: - Nossos valores [do Congresso] não podem ser julgados pela imperfeição do exercício, dos valores morais e dos valores do parlamento que são feitos muitas vezes por maus parlamentares a quem devemos combater. Em defesa da própria reputação e, é claro, do cargo que ocupa, Sarney trovejou na tribuna do Senado: - A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa. Se ainda está valendo o que ele disse sobre a preservação do Senado como instituição; se de fato ninguém mais do que ele tem interesse em preservá-la; se não quer passar pelo pesadelo que atormentou Renan Calheiros (PMDB-AL), obrigado a se licenciar do cargo e, mais tarde, a abdicar dele; Sarney deveria renunciar de imediato ao cargo de presidente. A crise é do Senado, mas também é dele. Uma presidência em crise não tem condições de administrar uma instituição em crise. Não é mais caso de licença do cargo, mas de renúncia, como decretou, anteontem, o senador Pedro Simon (PMDB-RS). http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
Escrito por LBeraldo às 17h44
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DO BLOG DA LUCIA IPPOLITO
farra com o dinheiro do contribuinte LUCIA IPPOLITO Por cumplicidade, conivência, omissão ou mesmo descaso, todos o senadores e senadoras estão envolvidos na lama que escorre por todos os poros do Senado Federal. Durante décadas, receberam as benesses sem saber de onde vinham. Durante décadas utilizaram dinheiro público indevidamente, sem se preocupar com as razões. Claro que há diferenças. Não se pode reunir no mesmo saco senadores que apenas não se preocuparam em saber se um ato assinado por eles tinha sido ou não publicado, junto com aqueles que privatizaram o Senado Federal para seus próprios interesses e de suas famílias. (veja abaixo a lista dos 37 senadores beneficiados e dos membros da mesa que assinaram atos secretos) O que suas Excelências parecem resistir a compreender é que os tempos são outros. Vejamos os protestos no Irã. Em 1973, o golpe militar no Chile expulsou os jornalistas estrangeiros e fechou as fronteiras. Assim os militares puderam ficar à vontade para chacinar milhares de chilenos, sem ter que dar satisfação à opinião pública internacional. Já no Irã, estes últimos dias têm mostrado que, mesmo que a imprensa estrangeira esteja sendo proibida de trabalhar, milhões de iranianos estão fazendo o trabalho da imprensa, utilizando a internet para enviar vídeos por celular, fotos, mensagens por twitter e blogs. Consta que existem hoje no Irã cerca de 75 mil blogueiros. O regime iraniano pode fechar ainda mais o país e matar milhares de pessoas. Mas o mundo vai ficar sabendo praticamente em tempo real. Da mesma forma, parece que os senadores não perceberam que suas práticas são antigas, seu discurso está embolorado, sua retória indignada está completamente obsoleta. Sua visão do próprio cargo precisa de uma atualização urgente. Hoje não há mais necessidade de esperar oito anos para julgar o desempenho de um senador. São julgados minuto a minuto. A TV Senado, os emails, os blogs, o twitter, as notícias em tempo real, tudo isto transformou o eleitor, sobretudo o mais jovem e mais antenado, num juiz do comportamento de seus representantes. Senadores com empregados particulares pagos com recursos públicos através do orçamento do Senado. Senadores com familiares empregados com recursos públicos através do orçamento do Senado. Senadores se apropriando de verbas indenizatórias através de atos secretos. Planos de saúde para ex-senadores e familiares garantidos por atos secretos. É um sem-fim de irregularidades. Não se pode responsabilizar apenas os agora ex-diretores. Os senadores também são responsáveis. Em tempo: ano que vem tem eleição. Dos 81 senadores, 54 terão que se apresentar aos eleitores para renovar o mandato. E o mandato de senador é distrital. Ninguém pode se beneficiar de sobras eleitorais, quocientes elevados ou puxadores de legenda. Estão todos ameaçados. Vamos ver no que dá. Mas não tentem iludir a sociedade brasileira, clamando inocência. LISTA DOS SENADORES BENEFICIADOS POR ATOS SECRETOS (segundo o jornalista Leonardo Colon, do Estado de São Paulo) Aldemir Santana (DEM-DF) Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) Augusto Botelho (PT-RR) Cristovam Buarque (PDT-DF) Delcídio Amaral (PT-MS) Demóstenes Torres (DEM-GO) Edison Lobão (PMDB-MA) licenciado para assumir ministério Efraim Moraes (DEM-PB) Epitácio Cafeteira (PTB-MA) Fernando Collor (PTB-AL) Geraldo Mesquita (PMDB-AC) Gilvam Borges (PMDB-AP) Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado para assumir ministério João Tenório (PSDB-AL) José Sarney (PMDB-AP) Lobão Filho (PMDB-MA) Lúcia Vania (PSDB-GO) Magno Malta (PR-ES) Marcelo Crivella (PRB-RJ) Maria do Carmo (DEM-SE) Papaléo Paes (PSDB-AP) Pedro Simon (PMDB-RS) Renan Calheiros (PMDB-AL) Roseana Sarney (PMDB-MA) renunciou para assumir o governo do Maranhão Sérgio Zambiasi (PTB-RS) Serys Slhessarenko (PT-MT) Valdir Raupp (PMDB-RO) Wellington Salgado (PMDB-MG) LISTA DOS SENADORES QUE ASSINARAM ATOS SECRETOS QUANDO INTEGRAVAM A MESA Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) César Borges (PR-BA) Eduardo Suplicy (PT-SP) Garibaldi Alves (PMDB-RN) Heráclito Fortes (DEM-PI) Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) Paulo Paim (PT-RS) Romeu Tuma (PTB-SP) Tião Viana (PT-AC) http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/06/23/no-senado-nao-ha-inocentes-198338.asp
Escrito por LBeraldo às 23h09
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A memória do brasileiro continua curta... Leiam o que publicava a revista Veja, em maio de 1986: 
Escrito por LBeraldo às 22h13
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DA FOLHA DE SÃO PAULO DE HOJE (18/06/2009)
CLÓVIS ROSSI
Lula culpa o espelho SÃO PAULO - Alguma surpresa com a defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do senador José Sarney? Quem pediu desculpas pelos "erros" cometidos pelo seu partido (na verdade, crimes), mas depois passou a mão na cabeça dos "errados", quem se aliou a Fernando Collor de Mello, único presidente punido por falta de decoro, não poderia deixar de solidarizar-se com Sarney. O que surpreende é a escandalosa indigência dos argumentos usados por Lula. Primeiro argumento: "Ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". Que besteira é essa, Deus do céu? É a versão Lula do "sabe com quem está falando?". Com história ou sem história, todo cidadão tem de ser tratado da mesma maneira. E os que têm história devem comportar-se ainda melhor do que os que não têm. Afinal, para usar um lugar-comum tão ao gosto de Lula, "o exemplo vem de cima". Segundo argumento: um suposto interesse em "enfraquecer o Poder Legislativo". Outra bobagem sem tamanho. O que enfraquece o Poder Legislativo não são as denúncias, mas os fatos que dão origem às denúncias. Sem eles não haveria denúncias. O Poder Legislativo, como os demais, só se fortalece se corrige os desmandos e abusos denunciados. Omissão é que o enfraquece. Lula, no fundo, revisita a teoria debiloide e safada da conspiração que não houve contra ele. Houve apenas uma conspiração dos fatos. Tanto que ele foi obrigado a pedir desculpas. Tanto que o procurador-geral da República denunciou toda a cúpula do PT como "quadrilha". É, enfim, a velha tentação de toda pessoa investida de poder de culpar o espelho pela imagem que ele mostra. A favor de Lula diga-se que ele ao menos pediu desculpas, coisa que Sarney nem remotamente passou perto de fazer. crossi@uol.com.br
Escrito por LBeraldo às 23h35
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DO BLOG DO LUÍS NASSIF
17/06/2009 - 15:59 LUÍS NASSIF Confesso um profundo desânimo de escrever sobre os empregos dos familiares do presidente do Senado José Sarney. Há três anos escrevi longamente sobre a venda da Cemar - Centrais Elétricas do Maranhão - para fundos de investimentos aliados a Fernando Sarney. A empresa estava sendo recuperada, por uma intervenção da ANEEL. O GP adquiriu o fundo simplesmente conseguindo que a Eletrobras renegociasse o passivo em boas condições. Um escândalo maiúsculo, sem a menor repercussão porque não havia interesse, naquele momento, em instrumentalizar a denúncia. Meses atrás, quando estourou o caso Gautama, era evidente a ligação da empreiteira com a família Sarney. A mídia em geral atacou o governador Jackson Lago. Eu o defendi. Não saiu uma linha sobre Sarney. Depois, quando Sarney foi eleito presidente do Senado, desencavaram o tema por uma questão de conveniência política. Quando começou o processo de cassação do Lago, fiz nova defesa aqui - ao lado de outros blogs independentes. O esquema Sarney em São Luiz espalhou que estava sendo financiado pelas verbas da Secretaria de Comunicação do Jackson Lago. Quando Roseana assumiu, escancarou as verbas e um valor imenso tinha sido aplicado, mas nos grandes veículos, visando reduzir as críticas. Não houve retificação das insinuações lançadas. Tenho um largo histórico de conflitos com o esquema Sarney. Na verdade, desde o Plano Cruzado, quando o consultor geral Saulo Ramos, um grande espertalhão, editou um segundo decreto do Cruzado para permitir a sobrevida da indústria das liquidações extrajudiciais e das concordatas - das quais ele, como advogado, sempre fora grande beneficiário. Acompanhei as estripulias do Edemar Cid Ferreira, protegido de Sarney, assim como as concessões distribuídas a Mathias Machline, Abril, Objetivo. Graças a Sarney ganhei um Prêmio Esso em 1987, denunciando-o, e fui rifado pela Folha pouco tempo depois e por razões bem sólidas, que garantiram a Sarney a gratidão do jornal e espaço vitalício como seu colunista. Por tudo isso, considero Sarney o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional. Mas considero esse jogo de denúncias seletivas uma ampla manipulação. Usa-se a denúncia como ferramenta política apenas, jamais como instrumento de aprimoramento político. http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/17/as-denuncias-contra-sarney/
Escrito por LBeraldo às 20h39
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DO BLOG DO RICARDO NOBLAT
Enviado por Ricardo Noblat - 17.6.2009| 16h14m
ComentárioDe perto, Lula derrapa vez por outra em alguma sandice que diz. Imagine de longe. Em Genebra, no início da semana, ele avalizou os resultados da eleição no Irã. Seu serviço secreto de informações deve ser muito bom. Somente ele como Chefe de Estado se sentiu seguro para dizer que a eleição por lá foi limpa. E que essa história de fraude não passa de choro da oposição. Em Paris, depois de uma conversa com o presidente Sarkozy, anunciou que o governo francês indenizaria as famílias vítimas da tragédia da queda sobre o Atlântico do Airbus da Air France. Foi desmentido. Esta manhã, em Astana, no Cazaquistão, apesar de admitir que nada lera sobre o discurso feito, ontem, por José Sarney (PMDB-AP), Lula elogiou o presidente do Senado. E cometeu os disparates de sempre. Afirmou que Sarney tem "história suficiente" para não ser tratado como "uma pessoa comum". (O que isso quer dizer? Que se pode ser mais exigente com uma "pessoa comum" do que com um político no batente há mais de 50 anos, ex-presidente da República e atual senador? Mas logo com alguém que vacila, tergiversa e escamoteia na hora de enfrentar a mais série crise da história da instituição que preside pela terceira vez nos últimos 14 anos?) "Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias porque ele não tem fim e depois não acontece nada", disse Lula. (Se não tem fim e se não dá em nada, a culpa não é necessariamente de quem o inaugurou. Nada do que se publicou até agora sobre as mazelas do Senado ruiu sob o peso do primeiro desmentido. Pelo contrário. Não houve desmentidos. Timidamente começou a ser aberta a caixa preta do Senado. E o que ela escondia é de estarrecer - nepotismo, auxílio-moradia para quem tem imóvel em Brasília, pagamento indevido de horas extras, diretorias fantasmas, decretos secretos. É pouco?) “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar 'olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF, também não acredito na imprensa', o que vai surgir depois?”, perguntou Lula. (A imprensa agradece a preocupação de Lula com ela, mas rejeita a sugestão de se calar. Ou de falar menos. Ou ainda de fechar os olhos para tantas coisas. Há o que se corrigir por toda parte - e também na própria imprensa, é claro. De resto, Sarney não se gabou, ontem, de ter sido ele que mandou investigar o que existe de podre no Senado? A imprensa, pois, está a reboque de sua iniciativa. A verdade é: sempre que alguém, ou um grupo de pessoas, ou uma instituição de preferência, se vê alvo da imprensa, tenta desacreditá-la. Faz parte do jogo. Foi assim por ocasião de todos os escândalos que abalaram o atual governo e os governos passados.) “Essa história [a crise do Senado] tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta.” (Ao ser criticado durante o escândalo do mensalão, Lula tentou se esconder por trás da instituição da presidência da República e disse que ela é que estava sendo atacada. As instituições em si nada têm a ver com o procedimento dos seus eventuais responsáveis ou membros. O Senado não está sob ataque. Cobra-se os erros - graves erros - cometidos pelos atuais senadores e por aqueles que os antecederam. Nos últimos seis anos, quantas vezes Lula não bateu forte no Congresso? E a ninguém ocorreu a suspeita de que ele estivesse empenhado em atingir a instituição com seus críticas. Nem mesmo no passado remoto quando ele apontou o Congresso como um reduto de 300 picaretas. Ao sair em defesa de Sarney e, supostamente, do Senado, o que Lula faz, pelo menos a se levar em conta seus pífios argumentos , é a apologia disfarçada da impunidade.)
Escrito por LBeraldo às 18h36
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Caro Ricardo. Lendo o seu blog fiquei sabendo da história escrita pela Fátima e da morte de Maura Marques. Eu conheci a advogada Maura Marques quando cobri toda a história envolvendo o sequestro da filha de Silvio Santos, o sequestro do próprio Silvio, a prisão dos sequestradores e a morte do sequestrador Fernando Dutra Pinto no Centro de Detenção Provisório do Belém. Fernando para quem não se lembra fugiu com o dinheiro do pagamento do resgate e foi cercado num flat de Alphaville por policiais civis de duas delegacias. Os policiais não se conheciam e trocaram tiros entre si. Dois morreram. Na ocasião a informação foi que Fernando tinha praticado as mortas mnas soube-se depois que os policiais tinham trocado tiros na disputa do dinheiro enquanto Fernando fugia entre duas paredes na encosta do prédio.
Bem, Fernando com medo de ser morto pelos policiais foi à casa de Silvio Santos na manhã do dia seguinte, pulou o muro e fez Silvio refém até se entregar horas depois para o secretário da Segurança da época, Marcus Petrelluzzi e o governador Geraldo Alckmin. Fernando acabou morrendo na cadeia, segundo os médicos da prisão, de parada cárdio respitarória. Maura Marques contratada pela família do rapaz duvidou. Acreditava que ele fora envenenado na prisão. Ficou por isso mesmo. A morte dos policiais cuja apuração foi arquivada. E a morte de Fernando também arquivada. Enfim, Maura era uma excelente advogada. Uma pena! Quanto ao médico. Bem… a gente sabe. Tem médico e médico….. E o Conselho Regional de Medicina continua dormindo.
abração